Crack nunca mais!
Uma breve apresentação.
Olá, estimados leitores! É com um imenso prazer e gratidão que venho lhes escrever. Manterei minha identidade preservada, acho que no anonimato poderei me expressar melhor, e ainda evitarei magoar muito àqueles que eu amo. Chame-me apenas VENCEDOR. Mesmo entendendo pouco sobre sites, blogs e tudo o mais, resolvi fazer meu Blog. Achei que era necessário contar ao mundo algumas de minhas experiências. Claro que quase todas essas experiências as quais me refiro me causam ainda muita vergonha e arrependimento. Mas me sinto cada vez melhor, à medida que o tempo se vai. Então por que escrever? Para alertar o mundo sobre as conseqüências de nossos atos. Para que vocês, pais, cuidem de seus filhos. Não estou dizendo dar dinheiro, carro, boas roupas, mordomias, etc. Cuidem da formação moral de seus filhos! Simplesmente pelo fato de vocês terem as melhores intenções, não implica que os resultados destas boas intenções serão os melhores. Cuide de todos que você ama para que não caiam no mesmo mundo escuro e sombrio no qual eu caí.
Sou um ex-viciado em CRACK. Consumi a droga diariamente por quase três anos. Com toda a certeza foram os piores da minha vida. Hoje (23/06/2009) estou limpo há nove dias. Sei que é um tempo muito curto, mas afirmo que tenho me sentido maravilhosamente bem nesses últimos dias. Como já não me sentia há 3 anos. Por isso comecei a escrever. Espero aqui poder ajudar a todos que queiram ajuda, poder dar uma esperança e um exemplo de como podemos superar nossos maiores problemas. Só depende de nós! Muito cuidado com o primeiro gole, com o primeiro trago, com o primeiro baseadinho. Se você tiver algo mais pra tomar cuidado, é porque já não se cuidou o suficiente. Mas pra tudo há uma saída, depende apenas de nós. Decida viver!
Como cheguei ao fundo do poço.
É difícil contar quase 25 anos de vida em algumas páginas, mas farei de forma concisa enfatizando os principais pontos.
Cresci numa família de classe média, perfeita! Meu irmão e eu éramos crianças felizes. Morávamos numa cidade pequena em Minas Gerais. Tínhamos pais unidos, que nos amavam, nos tratavam muito bem, tínhamos ótima educação, roupas, brinquedos. Tanto meu pai quanto minha mãe sempre tiveram tempo para os filhos, havia harmonia. A vida continuou assim, sem complicações.
Sempre tive aquele espírito aventureiro, aquela vontade de sensações novas, correr riscos. Adorava o que “não podia”. Aos 14 anos eu ganhei uma scooter (moto 50cc) de presente de meu pai. Nessa época eu já fumava cigarros de vez em quando, e logo em seguida vim a experimentar maconha. Foi estranho, estava com dois amigos e nenhum de nós sabia como fazer o cigarro. Éramos crianças inocentes ainda. Acabamos por fazer tão mal feito que nem conseguimos “sentir a brisa”. Esqueci aquilo e não fumei maconha novamente até meus 17 anos, quando então eu já era um consumidor assíduo de bebidas alcoólicas.
“A bebida certamente é a porta do alçapão”
Dessa vez a onda bateu, fiquei “chapado” com aquele “beck”. A onda era diferente, eu me sentia leve, pisava alto, flutuava. Passei então a consumir maconha com certa freqüência. Era duro, pois morava com meus pais ainda e era ano de vestibular. Eu sempre havia sido excelente aluno, ótimas notas. Meus pais estavam certos que eu entraria em uma universidade pública. Era ano de 2002, mês de novembro, quando experimentei a cocaína. A onda era “doidera mesmo”, gostei muito, mas era quase impossível conseguir. Eu morava numa cidade pequena (bem pequena) e meus pais eram pessoas influentes na cidade. Todos saberiam do meu vício, não tinha como. Mas sempre dava pra escapar um pouquinho.
Passei no vestibular! Fui aprovado em três universidades públicas e meus pais estavam muito felizes. Eu ia estudar Engenharia no interior de SP e, como promessa de meu pai, ganhei um carro.
Era março de 2003 e eu começava meu curso. Vida nova, amigos novos, morando sozinho, carro na garagem. Todo conforto de um jovem de classe média. Os anos 2003 e 2004 se passaram tranqüilamente. Muitas noitadas, bebidas, muita maconha, e de vez em quando “cheirava um pouco”. Era mais raro, já que pouca gente conhecida consumia cocaína. Levei meu curso numa boa, estudei direitinho até que, em 2005, comecei a avacalhar com tudo. Meus amigos já tinham então conhecimento sobre a cocaína e alguns usavam também. O efeito é incrível! Um amigo uma vez me disse até que se sentia confortável. Comecei a cheirar bastante o que me causou alguns problemas financeiros. Fiquei endividado, mas controlei o vício.
Em meados de 2005, a maconha sumiu! A polícia havia feito apreensões e não tinha maconha na cidade. Eu adorava um baseado e já estava sem fumar há mais de uma semana. Decidi procurar uma “boca” que tivesse “fumo”. Tudo o que eu escutava era que só tinha “pedra”. Em todas! Foi então que, na ânsia de conseguir algum momento de loucura, comprei duas “pedras” (R$ 10,00). Foi aí que tudo começou. Foram os R$ 10,00 mais caros da minha vida.
Lembro-me que a “onda” era alucinante, indescritível! Mas não me afundei logo de início não. Usava o crack raríssimamente, quando em meados de 2006 me afundei na droga. Comecei a consumir crack diariamente. A partir daí perdi totalmente o controle de mim mesmo. O crack é muito poderoso, quanto mais pensava em sair, mais a droga me chamava. Desta data em diante pouco tenho a dizer sobre minha vida. Meus dias consistiam apenas em buscar a droga, voltar rápido pra fumar, inventar desculpas para todos (principalmente pras pessoas que mais amo no mundo) e buscar mais droga. Perdi quase tudo o que aconteceu no mundo nos últimos três anos. Ou eu estava dormindo ou trancado em meu quarto fumando crack.
O vício era cada vez maior. Cheguei a consumir de 10 a 15 pedras por dia. Não fazia mais nada o dia todo.
Minha situação estava realmente lamentável. Sem dinheiro nenhum, devendo muito, minhas roupas aos trapos e, pra piorar, tinha perdido minha vaga na universidade. Afinal de contas eu havia sumido de lá.
A única coisa que eu ainda tinha era um fundinho de esperança e uma namorada que me amava muito, e que foi enganada esse tempo todo. Ela nunca soube do crack. Não sei como consegui esconder por tanto tempo, mas acho que sem toda a ingenuidade dela não teria sido possível. Sou muito grato por isso! Ainda estamos juntos.
Foi então que em 14/06/2009, após fumar diretamente por três dias seguidos (sem comer nem dormir) tive meu primeiro dia sem a droga. Eu tinha fumado tanto que peguei no sono e acordei no domingo a tarde (14/09). Mal conseguia respirar e não tinha forças pra nada. Olhei-me no espelho e não me reconheci. Eu era quase um mendigo. Minhas roupas estavam muito sujas e eu fedia.
Tive um momento único e profundo de lucidez quando me olhei nos olhos e senti uma profunda tristeza comigo mesmo. Pela primeira vez em tanto tempo eu me perguntei o que estava fazendo e onde queria chegar com isso. Senti uma agonia muito forte. Depois de um banho bem demorado e profunda reflexão, eu realmente acordei para o pesadelo no qual eu tinha transformado minha vida. Meus amigos já haviam se formado e estavam todos muito bem, com ótimos salários, e eu estava ali, na merda, vivendo com o dinheiro que meu pai mandava todo mês. Que vergonha de mim mesmo! Essa era a mais cruel realidade. Eu estava no fundo do poço.
Não sei como consegui, mas busquei meu sentimento mais profundo de força de vontade e disse a mim mesmo que nunca mais usaria crack.
Já estou há dez dias sem essa maldita droga e o mais incrível de tudo é que me sinto ótimo, como não me sentia há muito tempo. Agradeço muito a Deus por esses dez dias de liberdade e vivo hoje um dia de cada vez, sem pensar no passado. Focado apenas no presente, em dar o melhor de mim a cada dia. Buscando uma vida normal, sempre buscando agradecer por um dia a mais.
Peguena agonia! 11º Dia e lá vou eu…
Olá, amigos leitores!
Estou no meu 11º sem usar crack. Ótimo! Não foi muito difícil chegar até aqui. Precisei apenas me concentrar um pouco e aliei isso a um pouco de força de vontade e estou aqui. A abstinência é estranha e me faz ver o mundo de outra forma, muito diferente. Claro que sempre tenho vontade, fico tenso, irritado, agoniado, manifesto os sintomas gerais. Claro, né! Afinal de contas usei Crack por três anos, diariamente. Mas sempre busco em mim uma motivação interior pra resistir a droga.
Só a mera decisão de parar de usar não é suficiente. Você precisa mentalizar, visualizar-se recuperado e evitar qualquer coisa que possa te lembrar o passado. Nunca fique pensando em não fumar. Se você ficar sempre pensando em não fumar, sua vontade será muito maior e você dificilmente resistirá. Tudo o que vai conseguir é se imaginar fumando. Quando a vontade vier, ocupe sua mente. Ocupe-se de coisas boas e produtivas! Pense em como melhorar sua vida. Imagine-se vivendo muito melhor sem o crack. Trabalhe duro! É a melhor maneira de se ocupar. E acima de tudo, tenha força de vontade.
Simplesmente mentalizar, ter fé, acreditar, não bastam. Você precisa colocar seus pensamentos em prática. Isso é a “Força de Vontade”. Isso significa viver o presente, focado no futuro. Os seus sonhos são sobre o futuro, mas você os constrói no presente. Viva um dia de cada vez, tendo a certeza que cumpriu bem o seu papel. Isso significa ser útil de alguma forma, socialmente falando, significa colaborar com a sociedade em que vive. Os meios pra isso são o seu trabalho, sua família, seus vizinhos. Viva pra ser uma pessoa melhor a cada dia. Comece a ver o lado positivo das coisas.
Essa é uma parte muito importante! Ver o lado positivo de tudo. Para se livrar do vício você precisa de três fatores primordiais, são eles que vão te colocar no caminho. Precisa “Ter Fé”, “Força de Vontade” e, acima de tudo, ser grato. Agradeça a tudo. Se acha que não tem motivo, agradeça por sua vida, agradeça por ter pelo menos pensado em se livrar do vício. Esse processo é sistêmico. Quanto mais se pratica, mais se pode agradecer e você se torna uma pessoa cada vez mais positiva e sua vida cada vez melhor. Pense que cada dia a mais sem a droga é um dia a mais pra agradecer. Seja grato as coisas ruins também, principalmente porque elas são suas melhores lições de vida
Bom, como eu estava dizendo, estou no meu 11º dia sem usar crack. Até aqui tenho me mantido bem, firme, estável. Hoje de manhã, tempo frio e chuvoso, me deu uma vontade abrupta de fumar. Foi muito forte, cheguei a sentir o coração acelerar, cheguei a “sentir a onda”. Voltei meu pensamento para 11 dias atrás, na tarde na qual havia acordado como um mendigo e decidido parar.
Primeiro me lembrei da “DECISÃO” que tive. Depois foi do sentimento que tive em me imaginar livre, vivendo bem, com saúde, com dinheiro e feliz, de ver a minha “Fé”. Vi então o quanto tinha pra agradecer, o quanto estou diferente, mais saudável, disposto, revigorado. Tinha um sentimento de “GRATIDÃO”. Assim, minha “FORÇA DE VONTADE” pode superar essa pequena ânsia. Quase que instantaneamente a vontade do crack passou. Isso me traz cada vez mais felicidade.
Qualquer um pode se livrar! Tomei a decisão de parar, por minha própria vontade, e tenho conseguido. Não uso medicamentos e também não procurei ajuda médica e/ou profissional. Eu sei que posso controlar, por mais difícil que seja e, além de tudo, tenho muita fé, força de vontade e gratidão. Busco ocupar-me com uma boa leitura, estudos, trabalho, o blog. Me ocupo o máximo que posso e sempre sorrio para o mundo. Isso evita o stress e situações de nervosismo.
Cuide também de sua saúde! Quanto mais água beber, mais rápida será sua desintoxicação física. Beba muita água, sucos de fruta naturais, coma bastante vegetais. Os primeiro dias são os piores, então alimente-se bem. Ajude seu corpo a te ajudar.
Recuperação - 17º dia
Olá, amigos leitores!
Estou comemorando hoje meu 17º dia de recuperação. Apenas 17 dias não parece muito para qualquer pessoa. Mas é muito sim! É uma vítória, minha vitória. São 17 dias longe do crack. Sem usar essa droga. Isso me deixa muito feliz, sei que estou no caminho certo e é preciso apenas continuar.
Foram 3 anos do mais puro vício, fumando cada vez mais e, claro, me afundando cada vez mais também. Fumei muito crack e minha dependência se tornou muito forte. Eram pelo menos 10 pedras no dia. A que ponto cheguei!
Era o fundo do poço e eu estava lá. Decidi que tinha que parar, deixar o crack. Parei! Por isso comemoro cada dia que se passa. Como já disse, o começo foi o mais difícil. A primeira semana foi agoniante. Esse 17 dias são uma glória e me dão a certeza de que só é preciso força de vontade. Muita força de vontade, é claro! Me sinto mais distante da droga a cada dia que se passa, me linto mais livre. Sem mencionar a saúde. Essa sim está incrivelmente melhor. Acho que já ganhei alguns bons quilos, já estão perguntando. Como é bom me sentir vivo! Isso me faz melhorar a cada dia.
Digo a todos, só depende de vocês! É a mais pura verdade. Pense, decida e pare! Foi assim que eu fiz. Sem a vontade própia, nada pode nos ajudar, nem as melhores clínicas. Quando se está “limpo”, pode se perceber o quanto a droga te afeta e como ela é ruim. O crack é muito ruim e seu efeito é pior ainda. Não entendo como entrei nessa. O importante é que saí.
Estou sem o crack há 17 dias e tenho a certeza de que será para sempre. Depende apenas de mim!
Crack - Usuários são mais discriminados que outros.
O uso do crack, meus amigos leitores, é considerado com uma espécie de fim de linha no trajeto da dependência química, reforçando ainda mais o preconceito contra quem consome essa droga, que por muito tempo foi associada exclusivamente à população de rua e moradores da periferia. Hoje vemos que as coisas já não são mais assim; o crack já atingiu as classes média e alta. Todos estão sujeitos ao crack, basta experimentar uma vez. Pesquisadores, usuários (como eu) e traficantes ressaltam este aspecto do vício, que pode se configurar como uma agravante para a recuperação. Posso afirmar, com pleno conhecimento de causa, que o usuário se sente totalmente marginalizado, excluído.Os próprios jovens mesmo, em geral, são muito preconceituosos e contribuem para isolar o adolescente que usa crack, que se descontrola e rapidamente se torna dependente, isolado em seu mundo. E isso não contribui para que ele peça ajuda, socorro. Isso apenas faz com que a pessoa se isole cada vez mais, aumentando sua relação de dependência com a droga. Digo isso por experiência própria: fui dependente por três anos e consumia muito crack. Infelizmente, amigos leitores, eu tenho pontos de vista que vários pesquisadores jamais terão. Conheço o efeito real do crack, já escutei a pedra “estralando” no cachimbo quando se põe fogo e traga, já queimei os dedos e os lábios inúmeras vezes. Já senti o “baque” da onda, aquele barulho que vem dentro da cabeça quando se segura a fumaça tragada, a “nóia”, a mania de perseguição, já ouvi vozes, tive delírios. Já passei dias acordado e sem comer, só fumando.
Os próprios traficantes, por muito tempo, resistiram a comercializar o crack por acharem que ele destruía rapidamente a saúde e, também, pela imagem dos usuários. O dependente de crack é considerado uma pessoa sem valores, no qual não se pode confiar. Todos acham que você rouba até a mãe! Bom, amigos, roubar eu nunca roubei. Pelo menos esse ínfimo sinal de dignidade eu consegui manter, mas confesso que foram várias as tentações.
O “Boca”, um traficante pequeno, pai de família e carroceiro que vendia a droga pra completar a renda, segundo ele, me disse uma vez: “O usuário de crack não tem valor, ele rouba a mãe, ele te rouba. Se você for traficante, ele vai te roubar. Só você deixar guardado e sair dali. Se ele souber que está lá, ele vai pegar. Ele é o famoso banho. Ele dá o banho no cara, é liso, ligeiro”.
Sempre jogam na cara de quem usa crack, chamam de pedrinha, de tijolo. Você fica humilhado e mal tratado. O crack é uma droga que não permite partilhar com outro amigo, como a maconha que se fuma em “galera”. Esse isolamento agrava e muito a dependência. A droga passa a suprir essa carência afetiva.
Entre os usuários de outras drogas, de classe média, o crack está diretamente associado à criminalidade. Quem usa drogas (maconha, cocaína, sintéticas) tem preconceito contra quem usa merla e crack. É taxado (“tirado” na gíria do usuário) como “nóia” e ligado à marginalização.
Claro que o vício pode levar usuários a criminalidade. Sempre em busca de conseguir mais droga, o viciado acaba cometendo roubo, assalto e até homicídio. Mas antes da droga, era uma pessoa boa, um pai de família, um estudante. Os usuários podem sim se tornarem bandidos e perigosos. Mas saibam, amigos, que a maioria é honesta. Sei bem o que digo. A maioria é, sim, honesta. Alguns trabalham braçalmente o dia todo, sob um sol escaldante, e fazendo apenas uma refeição simplesmente pra ter R$ 5,00 pra fumar uma pedra “a noitinha, depois do trampo”. Os usuários de crack têm futuro, basta que haja consciência e tratamento de qualidade acessível.
Afinal são pouquíssimo que podem se dar ao luxo de pagar cerca R$ 5 000,00 ao mês, por uma boa clínica particular.
Uma boa notícia é que o nosso governo parece estar acordando para o fato. No Rio de Janeiro já há uma mudança radical no atendimento público aos jovens usuários de crack, com desdobramentos também nas cidades vizinhas. A assistência social vai até a casa dos viciados para combater o crack.
“Nós temos 40 Centros de Referência da Assistência Social (Cras), cada um com quatro assistentes sociais, espalhados pelo Rio, com a expectativa de criar mais 10 até setembro. A partir de agora, eles visitarão as casas de quem procurar ajuda, porque o crack é uma droga que, com certeza, leva à morte, e seu consumo cresce de maneira avassaladora”, disse o secretário municipal de Assistência Social, Fernando William.
Fernando William disse ainda que, na maioria dos casos, o viciado sabe o que o aguarda e quer deixar o crack, mas se sente impotente. Os familiares precisam do apoio e do acompanhamento em todo o processo de recuperação. “A crise de abstinência do viciado em crack é muito violenta para ser tratada dentro de casa, em situação de vulnerabilidade ou risco. Por isto a presença do Estado é essencial, não só nesta primeira etapa, a do tratamento químico, mas também em todo o processo de recuperação do viciado”, concluiu.
Os Cras atendem a população em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, privação e fragilização de vínculos afetivos-relacionais e discriminações etárias, étnicas, de gênero ou por deficiências, entre outras. Outra instância do Sistema Único de Assistência Social é o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), num total de nove na cidade do Rio de Janeiro. O Creas é responsável pela oferta de atenções especializadas de apoio, orientação e acompanhamento a pessoas e famílias com membros em situação de ameaça ou violação de direitos.
O governo federal, por meio dos ministérios da Saúde e da Justiça, liberou recentemente R$ 114 milhões para conter o avanço do crack no país, sobretudo nas duas cidades mais populosas, onde existem “cracolândias” há bastante tempo: São Paulo e Rio de Janeiro. Esta verba emergencial será empregada ao longo do ano no tratamento dos usuários, a partir da aquisição de remédios, mas também no acompanhamento psicológico e na terapia de apoio que consolidam a recuperação.
Por Vencedor.
Tags: Cidadania, Literatura
olá VENCEDOR!! Parabéns vc realmente é um vencedor, estou impressionada com a sua historia, sinceramente vc é um verdadeiro exemplo, fico orgulhosa de saber que sozinho vc esta conseguindo viver um dia de cada vez embora que no final somam-se muitos dias de gloria. =D PARABÉNS mesmo. Eu tava aqui na net procurando mais coisas sobre o crack pra saber como ajudar um grande amigo que está envolvido nessa e de repente achei seu depoimento, fiquei encantada e esperançosa, to na duvida se contro pra ele ou nao. Hj faz uma semana que ele está sem o crack, tenho medo de uma recaida mas ele mostra mt vontade de deixar e passou por duas grandes provas de fogo que o fez negar o uso do crack reforçando ainda mais sua força de vontade. Estou no ultimo ano de psicologia e estou tentando ajudar ele antes de qlqr coisa. Se pudermos manter contato seria mt interessante. Obg e mais uma vez parabéns, que deus te abençoe e te de mt força, vc merece. Bjos
16 Setembro 2009 as 21:20o meu email é: laissloureiro@hotmail.com
16 Setembro 2009 as 21:22o crack é uma droga comestivel
23 Setembro 2009 as 14:12shuashuashuashuashuashua
23 Setembro 2009 as 14:13quero procurar ajuda!!! meu melhor amigo está perdido, e não sei mas o que faço! praticamente estou vivendo a vida dele, não consigo mais parar de pensar em tudo que ele faz e como está se prejudicando….é muito ruim saber que as coisas estão chegando ao fim e não podemos fazer nada para salvar!! eu gosto dele demais e estou muito triste com o que está acontecendo…. ele já perdeu emprego, outros amigos, respeito…e agora está chegando na fase em que faz pequenos furtos em casa mesmo para usar o crack.
09 Novembro 2009 as 12:17não quero que acabe assim, sei que há saida… queria saber como fazer para conversar e abrir a mente dele sobre todo o mal que ele mesmo está causando….quem poder ou souber me envie e-mail sidney.lo@dicico.com.br
me ajudem estou muito triste com tudo isso… e eu sei que vou recuperá-lo…
bha cara to tentandOo fazer isso isso q vc falo ai ta me dandOo muita força abraços cara logOo e eu ai falandOo da minha recuperaçao
02 Dezembro 2009 as 22:16parou de postar? no 17 decimo setimod ia vc fumou e recaiu, acertei?..
10 Janeiro 2010 as 14:31Como posso ajudar meu namorado, ele e usuario do crack a 4 anos nao fuma muitas pedras por dia, mais umas tres e certeza principalmente finais de semana…
18 Janeiro 2010 as 09:56dia de semana uma para ele a noite ja ta bom, ele nao fuma na lata, ele fuma mesclado…
O que eu como namorada posso estar fazendo para ajuda-lo..Eu sei o que pode dizer: para pedir para nao usar blabla bla bla…
Não quero uma coisa mais forte que isso..que nao seja briga, mais que seja palavras que toquem ele…
mais o que?
Como ajudar?
o que fazer?
me responda em meu email….
18 Janeiro 2010 as 09:56Se poder claro..
obrigada..
quem e teu namorado? so da para deixar o vicio com a força de vontade, e dificil pacas. mais consegue quem quizer.. de onde vc e? seu caso e semelhante ao meu. vc hackou meu pc?
24 Janeiro 2010 as 00:48