Mar de Pensamento.

Navega e deságua em oceanos distantes,

Que não teria coragem de atravessar duas vezes

E quando vimos nem sabíamos; já estávamos ali

Como o carvão riscando uma parede, seguimos a alegria das crianças

Pensávamos aonde nos conduziam realmente?

Perguntamos nas primeiras noites

Subíamos e descíamos; alto e baixo não virar

Deixamos a memória de lugares, palavras que em mim entram

A saudade avassaladora, dura e sem piedade

Com espuma fria na boca de desespero,

Aberta de quem se afoga e nada vê a sua volta

Além do imenso mar,

Despojando todo o sentimento inquietante ao vento

Navega apressada a nau adiante,

Sob sóis aduncos, o tempo repele e atrai

Aportamos; e ali ficamos, calados…

Com os olhos sem angústia,

Sem esperança, os corpos extenuados,

Já sem nenhum sono para dormir

Inventamos destinos,

Colecionamos gentes e frases,

Do lugar de onde nós e as coisas pertencemos.

Por Bibiana Lubian.

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Este artigo foi postado Domingo, 19 Julho, 2009 ás 17:16 na edição Edição 26. Você pode acompanhar os comentários assinando nosso RSS 2.0 feed. Você pode deixar um comentário, ou trackback de seu site.

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