Aspásia Mariana.
Carol é a mais doce rosa de todos os prÃncipes,
de todos os Carlos,
de qualquer heber, paulo,
mal que se foi ou bem que virá!
a Carol chorando então, é um apelo!
não um dueto de atriz e melodrama…
é um aconchego da mulher na verdade de sua dança.
a Carol debruçada, abandonada, jogada em sua cama,
cobrando atrasos, cobrando passados…
a Carol com a falta de costume ao novo,
com a resistência ao agora,
me confunde se o mofo do seu quarto cheira mais por dentro ou por fora!
a Carol é minha demora de ser infiel.
como suas gáfias leoninas,
quando eu pensar, ela terá ido.
é meu restinho.
é um restinho de riso e de céu,
é um restinho de soja e rimas, meus medos remoÃdos.
ela, de tudo, bem mais nova, vive antes!
Carol é meu guia protestante, escolhendo estradas!
ela passa, Ã s vezes cai.
eu olho, rio e digo:
não.
vou é nada!
mas quando ela se levanta, sacode também a sua poeira e segue adiante!
então eu rio desconfiado, pé no asfalto,
sempre atrás dela, como antes.
passava todos os dias pela mesma esquina, e na esquina seguinte sabia que o homem da tapioca estaria lá, com sua rotina.
levantou, bebeu água, olhou para o relógio que dizia ser três e meia da manhã.
sentiu um vazio e dormiu.
hoje meu corpo cantou.
O amor da minha vida é assim,
chega com passos macios e me acorda com um beijo.
Pede café que ele mesmo me ensinou a fazer.
É capaz de trazer de volta uma borboleta que eu já tinha dado como morta.
E me enlouquece, e o enlouqueço.
e nos amamos.
calados.
segredados de nós.
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que, depois de muito tempo, a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
e é por isso que tenho
e n l o u q u e c i d o.
perdi a inocência!
onde está o problema?
é o sapato?
segunda é dia de dançar.
de estar num estado de dança, com seres dançantes.
segunda é dia de começar.
segunda…
voltei a escutar umas músicas que não escutava mais…
é tão bom quando passa a febre.
amanheceu chovendo.
chuva fina.
das que ficam durante todo o dia.
nem fode, nem sai de cima.
Carol adorava.
mas um dia, decidiu falar sobre seu amor. sim, um dia ela foi amada. um dia amou. no passado. porque passou. o amor se foi, como tudo que um dia se vai com o tempo.
o tempo passou e levou seu amor.
e vamos todos caminhando, seguindo em frente e bebendo água.
Enfrentar é a palavra de ordem.
É fácil?
Claro que não.
Dá desespero?
Claro que sim.
Mas é isso que nos torna contemporâneos.
Há que se nascer.
Há que se viver.
Comecei a gostar.
Quis ir além.
Textos e fotos por Aspásia Mariana.
Tags: Fotografia, Poesia














fiquei um pouco confusa,mas gostei um bocado!!!
10 Maio 2009 as 04:45Adorei, realmente é preciso enfrentar-mos todos os desafios que a vida nos coloque no caminho, um a um, seremos capazes de enfrentar o próximo:)
11 Maio 2009 as 10:30Beijinhos
Liliana
Ah se os problemas fossem os sapatos…
12 Maio 2009 as 17:10Maravilhoso Aspásia!
se os problemas fossem os sapatos em mim
tiraria-os todos.
se fosse a falta de sapatos em mim
14 Maio 2009 as 01:49seria uma cinderela as avessas a procura não de um principe que me calçasse o pé, mas de vários atendestes de lojas de sapatos!