A poesia dita e escrita de Maria Rezende.
Â
RISCOÂ
O risco não é só um traço
É a distância entre um prédio e outro
A diferença entre o pulo e o salto
O risco é riqueza e asfalto a percorrer
Pode ser a pé
Pode ser voar
O risco é o bambo da corda solta no ar
PAU MOLEÂ
Adoro pau mole.
Assim mesmo.
Não bebo mate
não gosto de água de coco
não ando de bicicleta
não vi ET
e a-d-o-r-o pau mole.
Adoro pau mole
pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.
Adoro pau mole
porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade
que eu prezo e quero, sempre.
Porque ele é Ãcone do pós-sexo
(que é intrÃnseca e automaticamente
- ainda que talvez um pouco antecipadamente)
sempre um pré-sexo também.
Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.
É dentro dele,
em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,
que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.
Dentro dele cabe cálculo
Cabe medo e incerteza
Cabe impulso instinto plano
O risco é a pergunta te atacando ao meio-dia
É o preço do sonho pra virar realidade
É a voz das outras gentes testando a tua vontade
Aceitá-lo é saber que não existe
Estrada certa
Linha reta
Vida fácil pela frente
Mas que asa
Asa
Asa
Só ganha quem planta no escuro do braço
Essa semente de poder voar
Por Maria Rezende.
maravilhosaa!!!!!!!!!!!!
10 Maio 2009 as 04:24hahhha,adorei!!!!!!!
uÉ, Parece que o risco entrou no fim de pau mole aqui no texto, mas não importa, muito bom mesmo Marina, e olha que escrever é complicado, escrever e interpretar é mais ainda.. gostei especialmente do
11 Maio 2009 as 12:55“O risco é a pergunta te atacando ao meio-dia
É o preço do sonho pra virar realidade
É a voz das outras gentes testando a tua vontade”
e ahh eu preferiria ficar duro quase todo o tempo
auhsiuahsiuahsia
parabéns x)
Maria querida e genial!
12 Maio 2009 as 17:08Virei fã.
Que legal! Diferente… ousado… sem hipocrisia!
29 Dezembro 2009 as 20:14