Trotzdem: Sem forma revolucionária não há arte revolucionária - Maiakóvski
Embora as semelhanças nos pareçam evidentes, as diferenças que me prendem. Eu sei, não devia ser assim, mas é. Não exercitarei mais meus conceitos pré-moldados que um dia permearam essa proximidade distante. Comprei o livro pela capa e agora me deleito em suas intensas e, não obstante, delicadas páginas. Fui surpreendido.
Palavrativa (clique aqui para ver)
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Egosuperficialidade
Superficialidade? Demasiadamente intrusiva à minha introspecção intelectual. Não acordo pronto para o mundo. Talvez espere que ele acorde para mim. Meu egocentrismo mostra-se limitado deveras para preocupações supérfluas. Minhas intenções são suprimidas aquém de minhas possibilidades.
Quando irei parar? Não sei. Talvez quando os últimos resquÃcios de minha medÃocre existência exacerbarem a insignificância de minhas atitudes. Não quero ver. A metafÃsica de minhas ilusões é demasiada frágil para meu Ãnfimo intelecto. Estou convicto da mentalidade pedestre dos que me cercam. Ter piedade de mim mesmo não seria necessário. A supremacia da autocomplacência não me desperta interesse.
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Poética
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Ficções do interlúdio
Não fiz. Não sabia que era proibido. Minha consciência é isenta de pecados fakes. Dias comuns me assustam. Espero que venha. Se não vier, não ligo. Acho que sonho, ou meu sono sonha por mim. Não tenho tempo para sonhar. Sonhar. Se eu sair não sei se volto. Não me esperem, ao menos hoje. Dependo de projeções, me sinto uma delas. Sinto verdadeiro prazer em me projetar. Sair de mim mesmo. Não que queira ser outra pessoa, mas queria me ver de fora. Através de outro ponto de vista. Não sou louco, apenas tento me abster da realidade.
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Coffee
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Os dias
Um dia acordou. Não sabia que seria assim. Após conjecturar a respeito de sua latente efemeridade, deu-se conta de sua mediocridade. As paredes estavam sujas. A velha escada já não tinha o brilho de sua finada juventude. Olhou, não com desdém, mas o rancor dos acontecimentos a levou para tempos passados. À sua volta, não mais estavam todos aqueles que a cercaram um dia. Teve um súbito pavor logo que tomou ciência de sua solidão. As velhas lembranças já não mais a confortavam. Suas antigas fotografias, já amareladas pelo tempo, escarneciam as poucas esperanças que lhe restavam. Absorta, percebeu naquela fatÃdica manhã algo estranho. Não à sua volta, mas sim nela mesma. Não se reconheceu no espelho. Os olhos. O cabelo. Não era ela. Talvez a mera projeção de seus devaneios. Não tinha cabeça para pensar nisso. Voltou para a cama. Era um lugar seguro. Podia sonhar sem medo. Caso não a agradasse, bastava acordar.
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Paralelamente
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Risco
Eu rabisco. Me rabisco. Faço-o por não ter definição. Ante a atrofia de meus vÃcios, arrisco. As linhas não se movem na mesma direção. Rabisco. Hoje sim, ontem não. Confisco meus traços à mãos sem visto. Risco o riso. Riso é risco. Amanhã não me lembrarei de meus riscos. A manhã. Está fria. Só isto.
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Indefinição (clique aqui para ver)
Por Egnaldo Oliveira.
Tags: Arte Gráfica, Literatura





A literatura e suas muitas facetas.
17 Março 2009 as 13:24Achei incrÃvel o trabalho do Egnaldo.
De um talento e criatividade únicos, parabéns.