Mundo Livre S/A.

A história do Mundo Livre S/A começa no início dos anos 60, em Jaboatão dos
Guararapes. Foi nessa cidade vizinha ao Recife que nasceu Fred Rodrigues Montenegro, hoje mais conhecido por “Zero Quatro”. Sua biografia dos tempos pré-música é a de qualquer criança de classe média da época. Ou seja, ele jogou futebol, ganhou um monte de irmãos, e cantou o hino nacional no pátio da escola, no caso o Colégio Militar, cujas marchas ainda hoje costuma cantar em noites de embriaguez.
Da infância e adolescência em Jaboatão, veio uma de suas futuras paixões: na vitrola da sala de estar, Jorge Ben já fazia o líder do Mundo Livre delirar com sua alquimia de samba, rhythm and blues, baião e o que mais viesse. Foi em Jaboatão, também (mais especificamente no bairro de Candeias) que, ainda um teenager, ele descobriu o poder dos palcos. A memória mostra nosso herói junto com os amigos numa churrascaria, assistindo ao show de uma banda terrível quando, de repente, foi convidado para tocar pela primeira vez numa guitarra de verdade. Mágica! Daí em diante, ter uma banda passou a ser uma
obsessão.

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Seu primeiro grupo de verdade foi o “Trapaça”. Estamos no início dos anos 80, época da explosão do punk brasileiro. A influência de bandas do ABC paulista como “Cólera”, “Olho Seco” e “Inocentes”, provocou o fim precoce do Trapaça e o surgimento de sua segunda banda, a “Serviço Sujo”. Gritando toda a paranóia em letras inspiradas no livro 1984 de George Orwell, Fred desfilava alfinetes, coturnos, uma velha e surrada pasta 007 e camisas pretas com slogans do tipo “Abaixo a Poesia”. Desfilava, também, um novo codinome: surgia o
“Rato”, um sujeito e um som muito à frente de uma Recife fascinada (uma minoria) e indiferente ou francamente hostil (o vasto rebanho).
O tédio dos anos 80 deixou a raiva do punk amadurecer, se transformar num cinismo calculado, e, assim, o “Serviço Sujo” deu lugar ao “Mundo Livre S. A.”, um nome de clara inspiração Malcom Mclareana, destinado a ridicularizar a guerra fria revisitada da presidência Reagan e as engrenagens da indústria do disco. O “Rato” dos primórdios do punk se transformou, então, em “Zero Quatro”, disfarce inspirado nos dois últimos algarismos de sua cédula de identidade.
No começo nada dava muito certo para o Mundo Livre. O equipamento não ajudava, o público não entendia, os shows em geral terminavam de maneira caótica. Recife parecia perdida no mapa da música Pop. Junto com dois dos seus cinco irmãos, o baixista Fábio Goró, e o baterista Tony Maresia, o band leader ia se convencendo cada vez mais de que tinha montado a banda certa no lugar errado.
Foi só no início da década de 90 que a má sorte começou a mudar: Zero encontrou, através de amigos comuns, Chico Science, Jorge Dü Peixe e vários outros futuros Nação Zumbi.
No convívio com esses camaradas ajudou a construir o movimento musical mais importante do Brasil em longos e longos anos. O Mangue fincou uma parabólica na lama e transformou o Recife numa outra cidade, a “manguetown”.
A partir daí, a história se acelerou e se tornou mais pública. Zero escreveu o primeiro manifesto do movimento e, com o Mundo Livre, amadureceu a sua peculiar mistura de samba e punk-rock, resumido na equação “Jorge Ben e Johnny Rotten no mesmo groove”.
Em 94 saiu o disco de estréia da banda, o clássico “Samba Esquema Noise”, considerado por boa parte da crítica “disco do ano” e “disco da geração 90″. Depois foi a vez do “Guentando a Ôia” ( 96 ) e “Carnaval na Obra” ( 98 ), também sucessos de crítica e de público, não obstante a absurdamente precária distribuição, que vem se refletindo em vendagens não condizentes com a popularidade do grupo.
Em 97, Zero co-escreveu o segundo manifesto Mangue, “Quanto Vale uma Vida?”, lançado logo depois do acidente de carro que vitimou Chico Science. A morte do companheiro malungo não arrefeceu os ânimos do Mundo Livre, que continuou se apresentando nos principais palcos brasileiros. Festivais e shows em Nova Iorque, Paris, Lisboa e na Cidade do México se encarregaram de espalhar os comunicados sonoros do subcomandante Zero Quatro e de seus liderados para o resto do planeta.
“Por Pouco”, o quarto disco do Mundo Livre ganhou as lojas no segundo semestre do ano 2000. O título faz referência a esse eterno gozo interrompido que parece dominar a vida brasileira. É o trabalho supostamente mais comercial do grupo, na verdade, uma aula de política, onde os ajustes “comerciais” - a voz colocada em primeiro plano, por exemplo - servem muitas vezes para deixar transparentes aspectos mais subversivos - as letras
detonando guerras, muros econômicos e intervenções “humanitárias”. “Por Pouco” ganhou o prêmio de melhor disco do ano da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

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A balada “Meu Esquema” foi escolhida como tema do programa “Tudo de Bom”, da MTV, apresentado semanalmente de New York por Luana Piovani. A faixa também foi apontada por um batalhão de críticos - convidados pela revista Showbizz - como uma das três melhores músicas do ano 2000.
Em 2001, a banda teve destaque em importantes festivais, como o Abril Pro Rock (tocando em Recife e São Paulo), Porão do Rock (Headline da primeira noite, para cerca de 30 mil pessoas, em Brasília) FreeZone (Rio) e Free Jazz Project (São Paulo, fechando o evento no Tom Brasil) e Pernambuco Mix.
Em 2003, o Mundo Livre S/A fez uma pequena turnê na Europa (Chiasso, Lugano, Paris) e em Nova Iorque (Lincoln Center Festival) e finalizou o quinto CD de sua carreira, “O Outro Mundo de Manuela Rosário”. Em 2004 recebeu o “Prêmio Dynamite de Música Independente” por melhor disco de MPB.
O sexto disco, “Bebadogroove”, saiu em 2005, com ótima repercussão de toda a crítica, tanto que a banda recebeu convites pra vários festivais importantes, terminando por abrir dois shows da banda The Strokes (RIO e SAMPA) no Tim Festival, como principal atração nacional. Nesse mesmo ano a banda fez uma apresentação no Palácio do Planalto, quando recebeu das mãos do Presidente Lula e do ministro Gilberto Gil uma importante comenda, a Ordem do Mérito Cultural.

HIT DO VERÃO

2006 foi um ano em que a banda teve várias músicas incluídas em coletâneas européias. A música “Meu Esquema” se tornou hit de rádio em Portugal, sendo lançada pela EMI em países como Itália, Suiça, Alemanha e Holanda. No ano seguinte, essa mesma canção foi escolhida como tema da campanha de verão da Azaléia, na TV aberta, em todo o Brasil.

Nos Estados Unidas, foi selecionada para abrir a coletânea SAGATIBA- THE PURE SPIRIT OF BRAZIL, que também continha sucessos de Bebel Gilberto, Seu Jorge, etc.
Hoje, o Mundo Livre é uma unanimidade na música brasileira do novo milênio. A edição especial de aniversário do primeiro ano da revista Rolling Stone Brasil, lançada em outubro de 2007, publicou uma seleção dos 100 melhores discos brasileiros de todos os tempos.
Junto com Chico Science e Nação Zumbi, a Mundo Livre S/A é um dos raríssimos artistas nordestinos eleitos na enquete realizada com mais de 50 especialistas. E o melhor, dois discos da banda entraram na seleção: Samba Esquema Noise (94) e Carnaval Na Obra (97).
As letras de Zero Quatro, narrando com rara poesia assuntos tão diversos como a
globalização, as desventuras do Timor Leste ou as musas de biquini branco, estão entre as melhores do pop nacional. E ninguém no Brasil pós-colapso da modernização desvenda melhor os mistérios do samba que esses pernambucanos.
Que venham, então, os próximos capítulos das aventuras do subcomandante Zero Quatro e seu mundo livre s/a.

COMBAT SAMBA - E se a gente seqüestrasse o trem das onze?

“Johnny Rotten e Jorge Ben no mesmo groove”. Quando os amigos brincam de rotular o som do Mundo Livre S/A, essa frase é uma das preferidas. Pois bem, basta substituir o vocalista do Sex Pistols por Mick Jones ou Joe Strummer (vocalistas da formação original do Clash) e temos sintetizada com perfeição a receita desse Combat Samba, a primeira coletânea da carreira do
subcomandante Fred Zeroquatro e seus demais companheiros.
O título Combat Samba, obviamente, é uma referência ao “Combat Rock”, quinto disco de estúdio do Clash, a banda seminal do Punk inglês ao lado do Sex Pistols. Assim como Strummer e Jones buscaram expandir as fronteiras sonoras e temáticas do pop inglês, o Mundo Livre, desde os primeiros shows no distante ano de 1984, entorta o universo da música popular brasileira, em especial o do samba. Uma coletânea temática como essa, portanto, está mais do que justificada.
Sobretudo quando se tem em mente que uma boa parcela do público que tem comparecido aos últimos shows da banda é formada por uma molecada em torno dos vinte anos, que não teve oportunidade de acompanhar o início dessa trajetória.
Das 14 faixas selecionadas pelo produtor Carlos Eduardo Miranda para Combat Samba, 13 saíram da discografia anterior da banda, formada pelos CDs Samba Esquema Noise (1994), Guentando a Ôia (1996), Carnaval na obra (1998), Por Pouco (2000) e O Outro mundo de Manuela Rosário (2004) e pelo EP Bebadogroove vol. 1 (2005). A coletânea é encerrada com uma música inédita, Estela (A Fumaça do Pajé Miti Subitxxi), gravada no estúdio Muzak, em
Recife, com produção do próprio Carlos Eduardo Miranda.

NO BALANÇO DA BIOPIRATARIA

A história dessa faixa nova merece um comentário à parte. A canção conta com uma das melodias mais envolventes já criadas pela banda, que remete tanto a Jorge Ben quanto ao “manchester sound” dos anos 80 (Smiths, New Order, etc). A letra, em clima de realismo fantástico, tempera doses de ironia com neologismos divertidíssimos, e foi inspirada em parte por uma denúncia aterrorizante publicada no site da Agência Amazônia de Notícias.
Segundo relatou o repórter Chico Araujo, amostras de linhagens de células e do DNA do sangue de crianças, adolescentes, adultos e idosos das tribos Karitiana e Suruí, de Rondônia, estão sendo comercializadas, via internet, pela Coriel Cell Repositories, um grande laboratório sediado em New Jersey. “A empresa também coloca à venda amostras sanguíneas de índios do Peru, Equador, México, e de vários outros países. A Coriel possui quase 1 milhão de recipientes com sangue e, de 1964 para cá, já comercializou 120 mil amostras de células e outras 100 mil de DNA. Esse material foi vendido a cientistas de 55 países. “Tem mais:  Com um simples clique e a disposição de gastarem módicos US$ 85, uma pessoa de qualquer parte do planeta compra, sem sair de casa, os componentes sangüíneos dos índios do Brasil. É muito fácil.”
Quem acha que tudo pode não passar de teoria conspiratória, é bom saber que em 2002 a Procuradoria da República em Rondônia ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal. Na ação, o MPF acusa o médico brasileiro Hilton Pereira da Silva e a companheira dele, Denise Hallak, pela coleta ilegal de sangue. A dupla teria convencido os índios a doar o sangue, sob o argumento de que o material deveria ser utilizado em pesquisas para o desenvolvimento de
novos remédios. Ainda segundo a reportagem, a assessoria da Funai teria declarado que a instituição não pode impedir o site de comercializar o sangue pelo fato dele estar hospedado nos EUA. Zeroquatro apela para que se divulgue o endereço da agência, para que todos possam ter acesso à matéria intitulada “Empresa dos Eua vende sangue indígena na internet”: http://www.agenciaamazonia.com.br.

FONODIVERSIDADE COM EMBALAGEM DE PRIMEIRA

Toda a complexidade de uma das bandas brasileiras mais criativas das últimas décadas está aqui.
A pegada maravilhosamente pop comparece com Meu Esquema e Musa da Ilha Grande. O samba que se debruça sobre a própria história está representado na faixa de abertura do disco, O Mistério do Samba. E, claro, os comentários às vezes irônicos, às vezes carregados de raiva, mas sempre de uma precisão certeira, de Zeroquatro sobre o estado de coisas do planeta, ocupam uma larga fatia da coletânea.
Combat Samba tem ainda outra atração: Jorge Du Peixe - companheiro de Zeroquatro na idealização do movimento Mangue Beat, no início dos anos 90 - é quem assina a capa, junto com Valentina Trajano. E o encarte conta com comentários faixa a faixa produzidos pelo próprio Zeroquatro. Com a embalagem à altura do conteúdo, não há do que reclamar. Essa coletânea vai abrir um sorriso de satisfação no rosto de Jorge Ben, Mick Jones e todos os demais combatentes do Samba - e do Rock.

O Mistério do Samba 

A letra foi inspirada no livro homônimo do antropólogo Hermano Viana. No cavaquinho, o suspeito fez questão de envenenar a levada da mão direita com temperos de maracatu e carimbó.
O comparsa Eduardo Bid (produtor do disco POR POUCO) tomou a iniciativa de convocar o maestro Tiquinho, que turbinou de vez a faixa com o fulminante arranjo de metais.
Édipo, o homem que virou veículo depois de iniciar uma noite bebendo e apreciando, embasbacado, a velha guarda da Portela (ao
vivo num antro tradicional da boemia carioca), a mente criminosa catou seu cavaquinho e compôs a melodia e a harmonia, varando a madrugada num quarto de hotel em Copacabana. A inspiração para a letra só surgiria dias depois, a partir de uma nota ainda mais perversa publicada friamente num jornal pernambucano. Edu K., o produtor da faixa, teve a idéia mórbida e doentia
de catar latas, garrafões e baldes na vizinhança e montar uma bateria de sucata no estúdio para o suspeito Xef Tony executar a ação.

Livre Iniciativa

A letra foi inspirada no slogan matador do cinema novo, “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”. Partiu de um dos elementos produtores do disco Samba Esquema Noise, Carlos Eduardo Miranda, a iniciativa de convocar para a ação a então guitarrista do PUS, Syang, que acabou se transformando na irresistível vedete do primeiro clip oficial da banda.

Muito Obrigado
Um libelo implacável contra a obrigatoriedade de filiação à Ordem dos Músicos. A singela fábula sobre urubus e canários foi encontrada por acaso numa apostila da faculdade de psicologia que a musa Maria Eduarda cursava na época. A escolha dos samplers se deu no tempo em que Deus, mais conhecido como Kid Morengueira, ainda circulava entre os pobres mortais.

Seu Suor É o Melhor de Você
A letra nasceu de uma experiência transformadora, vivida pelo chefe da quadrilha em 88, quando o mesmo ganhava a vida medíocre e sem horizontes como datilógrafo numa farmácia de manipulação em São Paulo. Depois de passar alguns dias na base de pão e água (pra economizar e poder pagar o ingresso), ele assistiu a um show do ídolo Iggy Pop numa casa suspeita chamada Projeto SP. E tudo mudou. 

A expressão exata

 

Em 97, época da pré-produção do álbum Carnaval Na Obra, a quadrilha passou alguns meses morando em São Paulo e ensaiando no estúdio Quorum, em Perdizes. Esta foi uma das poucas obras “fresquinhas”, nascidas durante as jam sessions dos ensaios. Pois boa parte do repertório ainda tinha origem em releituras e reciclagens das sobras do longo – e fértil – período da
“garagem”, na ilha grande (84 a 93).

Terra Escura
Nem Freud, nem Jung. Em se tratando de perturbações da cachola, a principal referência da cambada sempre foi um tal de R. D. Laing. Médico e escritor indiano de ascendência inglesa, o cujo ganhou projeção mundial ao lançar, no final dos 60, os fundamentos da antipsiquiatria. A letra desta débil pérola foi literalmente sequestrada de um ensaio de Laing sobre psicose e esquizofrenia. Neurosamba com efeitos borbulhantes garimpados pelo produtor Charles Gavin.

Saldo de Aratu
Há algo sobre a mentalidade das instituições financeiras que dá pra entender rapidamente quando se perde o emprego. Elas não investem em verbos, substantivos ou adjetivos. Não deve dar lucro.
Por isso, costumam usar uma linguagem bem, digamos, econômica, pra expressar o quanto apreciam seus clientes arruinados. “SALDO ATUAL – 0,00″. Aí o elemento fica inquieto e inventa um riff de guitarra tortuoso e mal intencionado, inspirado em Robert Fripp.

Meu Esquema

Os brutos também amam… e fazem gostoso. Ainda mais quando podem contar com a cumplicidade maliciosa de um produtor como Eduardo Bid, de um trompetista como Reginaldo 16, de um contrabaixista chicano como Joey Santiago e de um pós-produtor ítalo-brasileiro como Mário Caldato Jr.

Musa da Ilha Grande

 

A lenda corre há anos entre renegados e delinqüentes dos mares tropicais. A princesa virgem de pele clara e longos cabelos negros entra displicentemente no mar, trajando apenas um frágil biquíni branco. Na praia, olhos e óculos esbugalhados, o elemento fica daquele jeito, pronto pro refrão criminoso. Ação automática e fulminante. A entidade Naná Vasconcelos cai do céu com
sua magia e a rainha das estrelas, Malu Mader, ainda resolve emprestar gentilmente o seu brilho no final. Aqui pra nós, que violência!

E a vida se fez de louca
A versão final da letra só se definiu durante a mixagem, quando algumas frases foram adicionadas. Mas a idéia original remonta à década de 70, quando um dos malfeitores leu pela primeira vez o romance naturalista O Cortiço, de Aluisio Azevedo. Foi um chute no estômago do então estudante do Colégio Militar do Recife que mal completara 15 anos. As picapes suingadas do DJ KSB e o sete cordas do comparsa mestre Bozó ajudaram a dar o tom mortal.

Super Homem Plus

 

O século XX foi uma farra interminável para os fabricantes de armas e artefatos bélicos em geral. Seus sócios, senhores da guerra, além de fazerem à festa, ainda inventaram – com o aval da ONU – uma nova categoria de assassinato em massa: efeito colateral. Eles mereciam coisa bem pior, mas nossos rebeldes pelo menos reagiram com um panfleto de breque contra todo terrorismo de estado. Pilotando seu míssil de sete cordas, o parceiro Swami Jr. forneceu munição
de altíssimo calibre. Bem feito!

Carnaval Inesquecível na Cidade Alta

 

Em 2005, os rebelados decidiram apostar pela primeira vez numa aventura 100% autônoma, fundando sua própria plataforma de lançamentos, o selo Ôia Records. O primeiro artefato disparado foi o escalafobético EP “Bebadogroove Vol 1 – garagesambatransmachine”, de onde foi retirada esta peça. Sem produtores ou músicos convidados, a obra relembra a época em que os soturnos punks da Ilha Grande tentavam matar o tempo infernizando a ultrafestiva Olinda.

Estela (A fumaça do Pajé Miti-Subitxxy)

 

O personagem Caciqqy Stardust veio ao mundo no carnaval de 2007. A indumentária foi confeccionada, sob encomenda, pelo artista plástico Jacaré, ícone da cena mangue recifense.
Desde então os elementos vêm se empenhando no desenvolvimento do conceito
“etnocosmofonia”. A pergunta que não quer calar é: eram os tupãs astronautas? Aguardem os próximos capítulos.

Mundo Livre S/A está no MySpace, no Blogspot, no LastFM, no Orkut, no Trama Virtual e no site oficial da banda.

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Este artigo foi postado Segunda-feira, 2 Março, 2009 ás 20:45 na edição Edição 07. Você pode acompanhar os comentários assinando nosso RSS 2.0 feed. Você pode deixar um comentário, ou trackback de seu site.

3 Palpites para o artigo “Mundo Livre S/A.”

  1. Jana Lauxen escreveu:

    É facinho de virar fã.

  2. Daniel Bianconcini escreveu:

    Melhor banda do Brasil em atividade.
    Ficou mto legal o texto, parabéns.

  3. Glaucia escreveu:

    Na moral, curto muito!

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